segunda-feira, 28 de março de 2011

VOLUNTARIADO UMA LIÇÃO DE AMOR PARA QUEM PRATICA E PARA QUEM SE BENEFICIA.


     O Segundo encontro presencial que o curso do Redefor junto com a Unesp proporcionaram a nós, professores da Rede Pública de São Paulo foi uma experiência muito enriquecedora. Através do documentário que nos foi apresentado da companhia de dança de Ivaldo Bertazzo e uma discussão sobre algumas questões relacionadas a esse documentário pudemos ter uma visão mais ampla sobre não só o que é o voluntariado, como também o que ele proporciona a seus beneficiados.
     Sabemos que as Instituições Públicas, como a escola, por exemplo, não conseguem sozinhas resolver problemas da sociedade. A função da escola é educar para vida cidadã com a ajuda da família, que nem sempre participa. Infelizmente a escola é uma instituição quase falida por conta dos grandes desastres que vem proporcionando. As drogas, a evasão e a violência tomaram conta dessa instituição. Por outro lado, professores sem qualificação adequada desde sua formação e um plano de carreira, não muito vantajoso arruínam o quadro, que já é negro. A ajuda pode e deve vir da iniciativa privada ou de pessoas que estão motivadas em dar seu tempo ou energia para trabalhar em torno de uma causa ou projeto que a interesse.
     Muitas Organizações Não Governamentais (as famosas ONGs.) estão espalhadas por diversos países para ajudar esses mesmos países no combate aos problemas sociais.
     O trabalho acaba não só oferecendo ajuda em casos sociais como também em casos individuais. A ajuda é como uma porta para a cidadania, para a dignidade.
     Voluntários oferecem através de seu trabalho, o aprendizado sobre temas essenciais para a vida, tais como, responsabilidade, respeito ao próximo, o respeito ao tempo e a escolha do outro, poder de decisão, autonomia e principalmente senso crítico através da troca de culturas. Essa troca enriquecedora torna o indivíduo mais forte e preparado para enfrentar os mais diversos desafios que a sociedade lhe impõe.
     Programas como esse poderiam de alguma forma influenciar a instituição escola na criação de mais dignidade e oportunidade aos alunos.  

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ANÁLISE DE GÊNEROS TEXTUAIS: VIABILIDADE DE USO COM OS ALUNOS CONFORME SEUS INTERESSES.

     Após a leitura dos gêneros textuais (não vou mensurar e sim, citá-los: anúncio de empregos, currículo, artigo e internet, esse último para muitos estudiosos considerado gênero, porém prefiro ficar com a opinião de uma de minhas professoras da PUC, Rosinda Ramos Guerra: “ A internet é como um jornal, é veículo de informação, é onde vários gêneros circulam” e seguindo as orientações da atividade pude concluir que é fundamental o ensino através de gêneros textuais, que, na verdade são os discursos que estão inseridos na sociedade. Além disso, devemos levar ao aluno de Língua Inglesa, discursos reais e autênticos para que ele sinta que o que aprenderá será utilizado de alguma forma na sua vida real. A língua não pode parecer algo distante, só para quem vai ao exterior.
     Inevitável também mencionar a dúvida que professores de Língua Inglesa tem em relação ao Ensino contemporâneo da língua. Se devemos ensinar através de gêneros e utilizar técnicas de leitura para facilitar a compreensão desses gêneros, onde é que entra o ensino da gramática?  Fundamental e ainda cobrado em muitas provas oficiais?  Ainda temos a teoria que nos embasa em relação a esse assunto tornando- o ainda mais provocador. Segundo Bakhtin, devemos analisar gêneros textuais que serão utilizados em sala segundo os seguintes critérios: seus componentes, conteúdo temático, léxico característico, estilo de linguagem e gramática.
     Pude compreender que a gramática deve ser abordada sem grandes detalhes e que fosse suficiente para o aluno compreender as estruturas novas que encontrará. De fato, os tempos verbais não são a vedete do momento. Muitos professores se utilizam de textos e livros didáticos que fornecem um direcionamento, um pretexto para o ensino de tempos verbais. O que não compreendia era que devemos ensinar gramática e que ela ajude o aluno a compreender o texto em relação à coesão e coerência, que reconhecidos pelo leitor, facilitam a busca pelo significado relevante.
     Nas tarefas da atividade 11 pude observar que continham textos curtos, objetivos e sem muitas orações em um só período. Os conectivos aparecem e os pronomes relativos também. Os grupos nominais estão por todo lado.
     As duas atividades apresentaram tarefas interessantes, atraentes para jovens, principalmente do Ensino Médio, e relativamente de fácil compreensão. Os direcionamentos das atividades fornecem uma organização para o aluno quanto ao procurar respostas.
    Pensei na atividade sem os direcionamentos oferecidos e imaginei o desespero dos alunos em relação a ver o Inglês de fato, real, em um site. Seria uma experiência desestimulante, se não fosse oferecido da maneira apresentada.
     Confirmo assim a seguinte parte do texto lido na atividade 10:
     Chamar a atenção dos alunos para o conhecimentos de grupos nominais (formados por um substantivo núcleo e seus modificadores), que exercem assim como em português a função de sujeito e complementos das sentenças, as estruturas da sentença ( sujeito + verbo + complemento), os mecanismos de referência (papel dos pronomes e da seleção do léxico) e na conexão (papel dos conectivos), estes dois últimos, elementos de coesão, que concorrem para coerência textual.
     Pude concluir assim que a lacuna que se formava quando se fala de ensino através de gêneros e o ensino da gramática juntos foi preenchida. Teoria e prática unidas a favor do professor (inclusive como aluno) e do aluno. 
   

sábado, 20 de fevereiro de 2010

PRIMEIRO RELATO DE EXPERIÊNCIA - Prof.Ms.Betty Pow

     A adolescência é um período conturbado em nossas vidas.
     Hoje mesmo me deparei com três garotas de no máximo 16 anos andando no meio da rua, falando alto sobre uma quarta garota. Elas riam que essa garota tinha 22 anos e nunca tinha beijado. Em determinado momento exclamaram que só poderia ser porque ela era feia. Três garotas adolescentes, bem vestidas, inclusive,poderia até afirmar que eram de classe média alta. E aí, com meu olhar reflexivo ( é porque tenho que exercitá-lo), observei-as e voltei à minha adolescência. Na verdade, recordei-me o quanto falar alto, rir alto, gesticular era um modo que encontrava para as pessoas me notar.       
    Ver até onde um adulto responderia. Essas garotas não tem nada de diferente das garotas e garotos que são meus alunos. Exceto a classe social deles que é em sua maioria bem inferior a dessas meninas.    
     Onde leciono, tenho alunos jovens e com os mesmos questionamentos. Uma em especial usou de todas as artimanhas para me atingir e conseguiu me conquistar. Ela falava o tempo todo na aula, usava celular, mp3, e pedia para ir ao banheiro com freqüência apenas para circular pela escola e ficar sem fazer nada. Não foi só isso.
     Chegou ao extremo de ficar se jogando na frente do meu carro na saída da escola para me provocar. Nessa ocasião em específico a mãe foi chamada na escola e chegou a me ameaçar se algo acontecesse com sua filha. A mãe não a agüentava mais. Dizia que eu a perseguia, que só havia a filha dela em sala.
     Era meu primeiro ano lecionando na rede pública de São Paulo. Era um tanto inexperiente com alunos desafiadores, mas após conversar com a mãe em uma segunda tentativa, decidi refletir sobre o meu comportamento dentro das salas. Comecei  me aproximar dessa aluna em específico,  valorizei seus problemas e a transformei em alguém importante através de suas atividades. Aprendi a ouvi-la. Claro que ainda não consegui que ela fosse 100% mas, a mudança já é visível no seu amadurecimento em relação a escolhas nas amizades. Ela decidiu se aproximar de uma das melhores alunas da sala para que eu visse que ela estava se esforçando. Minha opinião era importante para ela e eu não a decepcionei. Muitas vezes ouvir o que os alunos (ou até mesmo um colega de profissão) faz toda diferença.